|
Para que serve o fstab ? O GNU/linux trabalha com montagem de diretórios para exibir e usar arquivos presentes em partições de disco. Isso pode ser feito através do comando mount e é bem simples. A forma geral, que deve ser executada como root, é:
mount /dev/hdXY /mnt/PONTO_DE_MONTAGEM
O comando acima montará a partição Y do dispositivo X (/dev/hdXY) no diretório desejado (/mnt/PONTO_DE_MONTAGEM). Com este comando é possível montar disquetes, CD-ROM's, DVD-ROM's, dispositivos USB, etc. O problema desta abordagem é que ninguém quer ficar indicando tudo isto para montar um simples dispositivo ou partição. Por isso mesmo que o comando mount (e o umount também) usa o arquivo fstab. O sistema checa este arquivo, listando as partições para montá-las de maneira mais fácil e rápida. Editando o fstab, o sistema poderá montar partições apenas especificando ou o dispositivo, ou o ponto de montagem, ou seja, o diretório onde ficarão os arquivos. O seu sistema Desktop (KDE , Gnome , XCFE , etc) também poderá acessar a partição com apenas um clique (ou até mesmo automaticamente , durante o boot).
Vamos a estrutura do fstab, utilizando um exemplo : Dispositivo
| Ponto de montagem
| Sistema de arquivos | opções
| dump
| ordem | | proc | /proc | proc | defaults | 0 | 0 | | /dev/hda2 | / | reiserfs
| notail | 0 | 1 | | /dev/hda6 | /home | reiserfs | defaults | 0 | 2 | | /dev/hda1 | /mnt/win | vfat | defaults | 0 | 0 | | /dev/hda5 | none | swap | sw | 0 | 0 | | /dev/hdb | /media/cdrom0
| iso9660 | ro,user,noauto | 0 | 0 | | /dev/fd0 | /media/floppy0 | auto | rw,user,noauto,sync | 0 | 0 | | /dev/sda1 | /mnt/disp_usb | auto | ro,user,noauto | 0 | 0 |
Dispositivo
Contém o arquivo de sistema correspondente a partição ou dispositivo que será montado. Por exemplo: /dev/hda2 representa a segunda partição do primeiro disco rígido. O primeiro item do fstab acima é o proc, que indica o sistema de arquivos do kernel. Você não deve se preocupar com ele agora. dispositivo /dev/sda1 indica um dispositivo SCSI (também é valido para discos SATA e SATA2. Você deverá usá-lo para dispositivos de armazenameto USB, como mp3 players e câmeras digitais, pois o GNU/Linux reconhece estes dispositivos como dispositivos SCSI.
Ponto de Montagem Indica o diretório onde o dispositivo será montado. Por exemplo, ao montar o dispositivo /dev/hda1 na pasta /mnt/win, todos os arquivos do Windows (desde que ele esteja na primeira partição do primeiro disco) estarão disponíveis para acesso no diretório /mnt/win. Fique claro que este diretório já deverá existir.
obs: Na linha correspondente a sua partição swap (/dev/hda5 no exemplo), não especifica-se ponto de montagem, afinal, não montamos a memória swap.
Sistema de Arquivos Indica o sistema de arquivos da partição/dispositivo. Por exemplo, o Linux utiliza partições reiserfs, ext3, ext2, etc. O Windows utiliza partições vfat, ntfs. Para sistemas DOS, use msdos, enquanto que para sistemas Windows que usem como sistema de arquivos o FAT32, use vfat. Caso o sistema seja NTFS, use ntfs como opção de montagem. No exemplo, usamos auto para o disquete para que ele seja identificado, independente do sistema no qual foi formatado. Para Cds, usamos iso9660 como sistema de arquivos.
Opções Especifica algumas opções a serem usadas para o dispositivo. Ai seguem as mais importantes, detalhadas : - defaults - trabalha com opções padrão de montagem para o sistema de arquivos;
- noauto - não monta os dispositivos durante o boot . Opção extremamente útil para ser utilizada com disquetes e CD-ROM's (além de Pendrives e Câmeras digitais). Somente não use esta opção nos casos acima citados se tiver uma razão bem sólida para não fazê-lo .
- ro (read-only) - Não permite gravação na mídia (obs :repare que eu usei esta opção no /etc/fstab acima, por se tratar de uma câmera digital, onde não se gravam dados. No caso de um mp3 player ou ipod , use rw (ver abaixo) no lugar;
- rw (read-write) - permite leitura e escrita;
- user - permite que usuários comuns possam montar o sistema (ou seja, não são necessários poderes de super-usuário para montar o dispositivo);
- sync - opção útil para disquetes. Força o sistema para que ele grave as alterações diretamente no disquete, assim que elas forem feitas;
- sw - indica memória swap ;
- notail - deve ser usado com o sistema raiz (/), ou seja a partição onde o seu sistema está sendo instalado, SOMENTE se o seu sistema for reiserfs, senão deverá ser usada a opção defaults (apenas a título de curiosidade, pois seu sistema fará isso sozinho);
- dump - indica a freqüência de backup feita pelo programa dump na partição, 0 desativa o backup ;
- Ordem - verifica a ordem com a qual o sistema de arquivos é verifcado durante o boot do sistema; 0 desativa a verificação; SEMPRE verifique o dispositivo raiz do sistema primeiro (ordem = 1) e, caso você tenha partições como /boot, ou /home (o que é o meu caso), elas deverão ser verificadas depois do / (ordem = 2 , 3 , 4 ...);
Após feita a configuração, salve o arquivo. Você passará a montar suas partições e dispositivos mais facilmente. Criticas e sugestões : andrefselva at gmail.com
|