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Para que serve o fstab? e como configurá-lo? PDF Imprimir E-mail
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Por André Selva   
20 de junho de 2007

Para que serve o fstab ?

O GNU/linux trabalha com montagem de diretórios para exibir e usar arquivos presentes em partições de disco. Isso pode ser feito através do comando mount e é bem simples.

A forma geral, que deve ser executada como root, é:

mount /dev/hdXY /mnt/PONTO_DE_MONTAGEM



O comando acima montará a partição Y do dispositivo X (/dev/hdXY) no diretório desejado (/mnt/PONTO_DE_MONTAGEM).

Com este comando é possível montar disquetes, CD-ROM's, DVD-ROM's, dispositivos USB, etc.

O problema desta abordagem é que ninguém quer ficar indicando tudo isto para montar um simples dispositivo ou partição. Por isso mesmo que o comando mount (e o umount também) usa o arquivo fstab. O sistema checa este arquivo, listando as partições para montá-las de maneira mais fácil e rápida.

Editando o fstab, o sistema poderá montar partições apenas especificando ou o dispositivo, ou o ponto de montagem, ou seja, o diretório onde ficarão os arquivos. O seu sistema Desktop (KDE , Gnome , XCFE , etc) também poderá acessar a partição com apenas um clique (ou até mesmo automaticamente , durante o boot).

Vamos a estrutura do fstab, utilizando um exemplo :

Dispositivo
 Ponto de
montagem
 Sistema
de arquivos
opções
dump
 ordem
 proc /proc proc defaults 0 0
 /dev/hda2 /reiserfs
 notail 0 1
 /dev/hda6 /home reiserfs defaults 0 2
 /dev/hda1 /mnt/win vfat defaults 0 0
 /dev/hda5 none swap sw 0 0
 /dev/hdb/media/cdrom0
 iso9660 ro,user,noauto 0 0
 /dev/fd0 /media/floppy0 auto rw,user,noauto,sync 0 0
 /dev/sda1 /mnt/disp_usb auto ro,user,noauto 0 0


Dispositivo

Contém o arquivo de sistema correspondente a partição ou dispositivo que será montado.
Por exemplo: /dev/hda2 representa a segunda partição do primeiro disco rígido.

O primeiro item do fstab acima é o proc, que indica o sistema de arquivos do kernel. Você não deve se preocupar com ele agora.

dispositivo /dev/sda1 indica um dispositivo SCSI (também é valido para discos SATA e SATA2. Você deverá usá-lo para dispositivos de armazenameto USB, como mp3 players e câmeras digitais, pois o GNU/Linux reconhece estes dispositivos como dispositivos SCSI.

Ponto de Montagem

Indica o diretório onde o dispositivo será montado.

Por exemplo, ao montar o dispositivo /dev/hda1 na pasta /mnt/win, todos os arquivos do Windows (desde que ele esteja na primeira partição do primeiro disco) estarão disponíveis para acesso no diretório /mnt/win. Fique claro que este diretório já deverá existir.

obs: Na linha correspondente a sua partição swap (/dev/hda5 no exemplo), não especifica-se ponto de montagem, afinal, não montamos a memória swap.

Sistema de Arquivos

Indica o sistema de arquivos da partição/dispositivo.

Por exemplo, o Linux utiliza partições reiserfs, ext3, ext2, etc. O Windows utiliza partições vfat, ntfs.

Para sistemas DOS, use msdos, enquanto que para sistemas Windows que usem como sistema de arquivos o FAT32, use vfat. Caso o sistema seja NTFS, use ntfs como opção de montagem.

No exemplo, usamos auto para o disquete para que ele seja identificado, independente do sistema no qual foi formatado. Para Cds, usamos iso9660 como sistema de arquivos.

Opções

Especifica algumas opções a serem usadas para o dispositivo. Ai seguem as mais importantes, detalhadas :

  • defaults - trabalha com opções padrão de montagem para o sistema de arquivos;
  • noauto -  não monta os dispositivos durante o boot . Opção extremamente útil para ser utilizada com disquetes e CD-ROM's (além de Pendrives e Câmeras digitais). Somente não use esta opção nos casos acima citados se tiver uma razão bem sólida para não fazê-lo .
  • ro (read-only) - Não permite gravação na mídia (obs :repare que eu usei esta opção no /etc/fstab acima, por se tratar de uma câmera digital, onde não se gravam dados. No caso de um mp3 player ou ipod , use rw (ver abaixo) no lugar;
  • rw (read-write) - permite leitura e escrita;
  • user - permite que usuários comuns possam montar o sistema (ou seja, não são necessários poderes de super-usuário para montar o dispositivo);
  • sync - opção útil para disquetes. Força o sistema para que ele grave as alterações diretamente no disquete, assim que elas forem feitas;
  • sw - indica memória swap ;
  • notail - deve ser usado com o sistema raiz (/), ou seja a partição onde o seu sistema está sendo instalado, SOMENTE se o seu sistema for reiserfs, senão deverá ser usada a opção defaults (apenas a título de curiosidade, pois seu sistema fará isso sozinho);
  • dump - indica a freqüência de backup feita pelo programa dump na partição, 0 desativa o backup ;
  • Ordem - verifica a ordem com a qual o sistema de arquivos é verifcado durante o boot do sistema; 0 desativa a verificação; SEMPRE verifique o dispositivo raiz do sistema primeiro (ordem = 1) e, caso você tenha partições como /boot, ou /home (o que é o meu caso), elas deverão ser verificadas depois do / (ordem = 2 , 3 , 4 ...);

Após feita a configuração, salve o arquivo. Você passará a montar suas partições e dispositivos mais facilmente.

Criticas e sugestões : andrefselva at gmail.com

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